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Questione-se: A pandemia e a hipocrisia holística.

O Evoluir Juntos mudou.  *Spoiler: este é um texto que vai te incomodar. E o objetivo é esse mesmo. Você é a mesma pessoa de 4 anos atrás? Algumas coisas mudaram, não é? Interna e externamente. Aliás, a pandemia que começou em 2020 mexeu com muitas estruturas, trouxe percepções diferentes e, no meu caso, um autoconhecimento muito grande. Pais, mães, avós, irmãos, amigos irmãos, sobrinhos, filhos, conhecidos de alguém se foram (e infelizmente continuam partindo enquanto escrevo este texto). É duro, eu sei. “Ah, mas eu prefiro ler algo mais positivo , não aguento mais ver notícias ruins!” Nem eu. Só que uma coisa que aprendi é que precisamos olhar a realidade e nos questionar como podemos ajudar (mesmo que seja um pouquinho só). A realidade social, a realidade do seu vizinho, a realidade das ruas, a realidade dos hospitais... O mundo está repleto de pessoas que vão te falar para “olhar o lado bom”. No mundo místico não seria diferente. Tem diversas pessoas falando isso. Mas até que po
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No Privilégio

Em tempos de pandemia, uma reflexão sobre temas "atuais" No privilégio não tem pandemia, não tem preocupação, não tem empatia. No privilégio não tem medo, não tem consciência, não tem reflexão. No privilégio tem praia, diversão, bares, festas da firma, viagem internacional, plano de saúde. No privilégio também tem vírus, UTI lotada, amigos doentes, um país devastado.  Mas é só fugir, correr para as colinas geladas do privilégio e guardar apenas a recordação de "um país onde vivi um dia". O privilégio está na cor, no dinheiro, na falta de consciência. O privilégio está no ego, na busca de uma alma perdida por conquistar todos os seus desejos efêmeros que o capitalismo ajudou a perpetuar. "O desejo é uma vontade que enlouqueceu", já dizia Osho. Vivemos numa sociedade que nos condicionou desde cedo a querer mais, a saber mais, a ser mais. Precisamos ganhar mais que os outros, saber mais que todos, ser melhores que os outros. Privilégio foi algo que a humanida

A revolução vem de dentro

“A revolução começa dentro de cada ser humano”. Acho que no fundo, sempre soube disso. Mas precisei, como todo mundo, passar alguns anos de aprendizado pra finalmente relembrar dessa informação que já nasceu comigo. “Revolução” sempre foi uma palavra que me despertou atenção, e me atrai desde criança. Tenho ela tatuada no corpo. Usei “ Revolution ”, música dos Beatles, como tema da minha formatura em Direito. Fiz minha monografia tentando me aproximar o mais que podia dos direitos humanos e da luta por justiça, mesmo que naquela época eu não entendesse muito bem a importância dessa e de outras causas, e mesmo estando numa universidade elitista, branca e totalmente desconexa da luta por igualdade social. Eu não tinha muita “consciência” naquele tempo, não enxergava que eu tinha um mundo há ser explorado nas minhas mãos, e que ter feito Direito como formação, poderia ter me alcançado a voos maiores na revolução pessoal. - Importante frisar, que tive muitas influências externas (leia-s

A Pequena Alma e o Sol

A Pequena Alma e o Sol Neale Donald Walsch Imagem: Pixabay Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus: — Eu sei quem sou! E Deus disse: — Que bom! Quem és tu? E a Pequena Alma gritou: — Eu sou Luz E Deus sorriu. — É isso mesmo! — exclamou Deus. — Tu és Luz! A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir. — Uauu, isto é mesmo bom! — disse a Pequena Alma. Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse: — Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo? E Deus disse: — Quer dizer que queres ser Quem já És? — Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! — respondeu a pequena Alma. — Mas tu já és Luz — repetiu Deus, sorrindo outra vez. — Sim, mas quero senti-lo! — grit

Um novo olhar, para uma Nova Terra

Nunca valorizamos tanto os artesãos, os trabalhadores de barracões de escola de samba, todos unidos em prol da produção da máscaras para uma pandemia. Nunca valorizamos tanto os professores, que se desdobram em mil, tentando aprender a dar aulas online, fazer planejamentos a distância, prender a atenção das crianças e adultos para uma tela em meio a tudo que passamos. Nunca valorizamos tanto os nossos garis, nossos amigos que recolhem todos os dias nossa produção diária de lixo e descartáveis, mantendo a cidade limpa. Nunca valorizamos tanto os motoboys , os entregadores, que trazem até a segurança das nossas casas, qualquer coisa que precisamos. Nunca valorizamos tanto os cozinheiros e cozinheiras, aquela equipe linda que fica por trás das paredes daqueles restaurantes onde íamos almoçar no meio do expediente, na correria, e nem olhávamos para o rosto de ninguém. Nunca valorizamos tanto os caminhoneiros, os transportadores que fazem chegar até nós, todos o

A inversão do êxodo: a fuga para o campo

Quando crianças, muitos de nós aprendemos na escola sobre o “êxodo rural”. Havia aquela clássica foto no nosso livro, que traduzia a vida no campo com a imagem de uma família pobre, retirante, fugindo da falta de emprego e da seca, para tentar uma vida nova na cidade. O sonho de poder ter tudo, comprar o que quiser, ter acesso às boas escolas e, principalmente, qualidade de vida. Hoje em dia, parece que as coisas mudaram um pouco. As pessoas estão “fugindo” da cidade para o campo, para perto da natureza, de volta as suas raízes. Com a tecnologia, muitas cidades do interior e do sertão, tem acesso à água, luz, Internet. Os motivos? Fugir do estresse, da vida agitada ao extremo, da poluição, dos empregos que consomem todas as horas do seu dia, da falta de contato com a natureza, da violência, do excesso de informações, etc. As pessoas estão voltando a morar no campo. Viver na cidade já não é sinônimo de qualidade de vida, de emprego garantido, de educação e saúde. E, para alguns